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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

E o resto, como está?

Quando estamos na escola, lá no primário, aprendemos que o corpo se constitui de cabeça, corpo e membros. Bem inocente. Pois bem, crescemos e descobrimos que existem milhares de órgãos internos e um mundo desconhecido dentro de nós. Também passamos a compreender a sexualidade e entender a função da "mangueirinha" que, a princípio, só servia para urinar. A partir daí, nos tornamos pênis ambulantes, passamos a nos medir pelo tamanho do nosso membro e não pelo homem que somos. 

Tenho pena, muita pena, dos homens que se garantem e acham que vão conseguir conquistar alguém só, e somente só, com um pênis grande. Muitos, de fato, crêem que a mulher tem obrigação de tratá-lo bem simplesmente porque possuem algo acima da média. Assisti a uma entrevista na televisão de uma atriz da qual não lembro o nome. Ela dizia que estava na balada e esnobou um sujeito. Ele, em contrapartida, agarrou a mão dela e pôs sobre o seu volume, dizendo: Tá vendo o que você tá perdendo? Não teve outra, levou uns sopapos da menina. 

Ora, muito burro (pegando leve), o indivíduo que acredita que a conquista se resume só a isso. Se fosse assim, todos nós sairíamos para uma festa com uma plaquinha pendurada no pescoço especificando o tamanho e a grossura do pinto. Os maiores levariam as gatas, os menores, o que sobrasse. 

Quando um cara que tem complexo de pau pequeno e é rejeitado (depois das primeiras transas), ele tende a culpar o tamanho pela rejeição, e alguns até afirmam isso com todas as letras para a parceira(o). Mas dá para confirmar isso? Difícil. 

Aí eu pergunto: como está o resto? Como vai o desempenho nas preliminares? Como estão seus mecanismos de conquista? A quantas anda o romantismo? O corpo está bonito, se você fosse mulher, se pegaria? Você tem um papo legal, sabe levar uma conversa dos mais variados assuntos? Se interessa pelas coisas dela (dele)? Tem independência financeira ou ainda é sustentado pelos pais?

São coisas a se levar em consideração. Afinal, a gente cresce e esquece que um homem  não é composto só de pênis. Esquece que os órgãos do corpo podem ser todos gigantes, mas o principal não está entre as pernas, está sim entre as orelhas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Baixando o nível


Certa vez eu li uma "pergunta" de um cara que tinha um pinto pequeno no Yahoo Perguntas, na verdade, era mais um desabafo. Ele dizia que tinha 20 e poucos anos, que era virgem e que tinha abdicado da vida sexual justamente por causa disso (e tinha 11cm, maior que o meu, imagine a neura do sujeito). Até aí, tudo bem. Por mais incrível que pareça, isso é frequente em casos de micropênis. Mas o que mais me chamou atenção no depoimento foi o final. O homem lamentoso disse que só poderiam mulheres "barangas" se interessar por caras como ele. Ou seja: se você quiser pegar mulher, baixe o nível. 

Fiquei, de verdade, com pena daquele moço. Não por eu estar no mesmo lugar dele, mas pela visão de mundo do sujeito, mandando as preliminares, os gostos pessoais e o amor (se é que algum dia soube o que eram) para último plano. Serei sincero: já pensei assim também. É comum. Fazendo um comparativo, um homem feio não difere em nada de um com pênis pequeno ou com qualquer outro com complexo de inferioridade. As semelhanças são visíveis, afinal, complexo é complexo independente de qual parte do corpo não se gosta. 

Mas isso se sustenta

Não, claro que não. A maior dificuldade de se ver inferior é não conseguir ver o mundo como ele realmente é. Por mais bonito que você seja, por mais qualidades que tenha, por mais inteligência que demonstre, para você, nada mais vale a não ser o seu defeito. E quando se fala de sexo, isso é ainda mais infundado. Ora, preferência é preferência e cada um tem a sua. Assim como há homens que preferem seios fartos e volumosas bundas, também há os que não ligam, ou que até gostam das modelos esqueléticas e das gordinhas voluptuosas. 

E isso é determinado pelo padrão de beleza do cara? Não. Assim como também para muitas mulheres (ou gays) o tamanho não influencia, ou pouco influencia, e isso independe se ela é feia ou bonita. Muito se tenta saber sobre os porquês da sexualidade, mas pouco se sabe. Por que as pessoas são gays? Por que algumas tem taras por pés? Ou outras não gostam de penetração? Pode parecer estranho, mas isso é o que é normal para muita gente. É apenas gosto e como diz o ditado: gosto não se discute. 

E a teoria do sujeito do yahoo fica ainda mais infundada quando se pensa no amor como centro de um relacionamento, e nas preliminares como centro do sexo, mas essa é outra história...

domingo, 13 de novembro de 2011

A importância de falar.

Um dos maiores sofrimentos que acomete quem tem "neura" de ter um pênis pequeno, é a possibilidade de alguém descobrir o seu "segredo" e sair contando pra todo mundo. Por isso se paga um preço. Para alguns, um preço alto como, por exemplo, não transar. Isso mesmo, não transar por causa de sua vergonha. Para outros, é não se envolver com pessoas que estejam próximas de seu ciclo de amizades ou que trabalhem ou estudem próximos. 

Pausa para meu relato - Eu já cheguei a passar por essa situação. Não buscar alguém próximo pelo medo de ser ridicularizado. Não que eu nunca tenha ficado com alguém próximo, mas depois da primeira vez, ou mesmo depois dos primeiros amassos, sempre surgia aquela imagem (só nos meus pensamentos) dos outros comentando, rindo por trás e, o pior, dizendo "coitadiiiiiiinho" (com os "is" bem prolongados mesmo). Por isso optei por não me envolver com pessoas dos meus ciclos de convivência. O que já me fez perder muitas pessoas interessantes, só e tudo pela vergonha. Voltando...

Outros passam pro situações menos ruins, como pro exemplo o clássico "não urinar nunca no mictório". O cara bebeu sete cervejas, quatro copos d'água, diurético, se não tiver um box, ele não vai. Quando, e se vai, é em um momento em que o banheiro esteja vazio. Mas isso não vem ao caso nessa postagem.

No fundo, isso tudo atrapalha a relação sexual. Ficar se preocupando com que os outros vão falar é, na minha opinião, o mais tosco motivo que influencia no desempenho. Afinal, ninguém tem nada a ver com o tamanho do meu pênis, só quem transa comigo, não é?

Acho que cada um tem o seu modo de encarar a situação, mas creio que o jeito mais fácil de se lidar com isso  é falar. Simplesmente falar. Quando escondemos o monstro dentro de nós, ele se torna maior. Quando reprimimos um sentimento, ele cresce mais ainda. O fato é assumir. Se seu pênis é realmente pequeno, não se pode ir para a cama com alguém sem antes conversar sobre. Afinal, a não ser que se goste de fast foda, o assunto sexo tem que estar incluído nas conversas do casal que está se conhecendo. As preferências devem ser mencionadas, os gostos e os possíveis atrapalhos. 

Por mais que o mundo queira nos enquadrar em padrões fixos, as pessoas são diferentes e possuem predileções diferentes. Há quem não goste de um micropênis, há quem não ligue e há quem goste. Acredite, é realmente decepcionante alguém que gosta de um pinto vantajoso ir pra cama com um cara micro. Isso pode causar até uma reação indelicada da outra parte (o que não se justifica, mas acontece). A famosa frase "Não vai rolar!" desaba o mundo de qualquer ser humano com um pouco de auto-estima. Por isso, não deixe a surpresa por último. Fale, deixe claro sua situação e, sobretudo, não tenha vergonha de falar, afinal, você não é nenhum bandido, apenas tem uma particularidade diferente. 

E se a pessoa sair espalhando coisas sobre seu pênis pros seus amigos e fazendo piadas, tenha a certeza de que aquela pessoa nunca lhe mereceu. Queria apenas um pênis. Indique a ela um sex shop. Tem um monte lá. Beeeeeeem grandes!